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quinta-feira, 2 de julho de 2015

5 dores de crescimento comuns da ascensão espiritual.




"Para aqueles de nós que nos encontramos viajando em um caminho espiritual, pode ser muito comum a experiência de algumas “dores de crescimento” em nossa jornada.

As coisas que ferem apartando-nos de crenças, mas que sempre resultam em mais clareza, sabedoria e uma perspectiva mais profunda. A identificação dessas lutas comuns do caminho espiritual pode ser útil. Isso nos faz perceber que não estamos sozinhos, e que há certas energias arquetípicas que todas as pessoas em um caminho espiritual acabam encontrando.

Se você estiver enfrentando algumas destes lutas, tenha fé.
A mudança está ocorrendo porque você está tornando-se uma pessoa mais autêntica e conectada.

A dor que você sente é apenas um catalisador temporário que irá impulsioná-lo para o seu novo eu.


Como você muda, é natural lamentar-se da perda de aspectos do seu eu anterior. Não se apegue à sua velha identidade em sua mente. A chave para lidar com as dores do crescimento no caminho da ascensão espiritual é aceitar o fluxo da vida e trabalhar com a realidade, e não contra ela.

Aqui estão 5 dores de crescimento comuns de ascensão espiritual que todos nós experimentamos:


1) Perda de amigos

Isso pode ser especialmente traumático para essas pessoas. Tornando-se mais espiritualmente conectado pode mudar muita coisa sobre você muito rapidamente, e isso pode afetar algumas de suas amizades mais próximas. Isso pode causar que alguns de seus amigos azedem com você, distanciem-se de você e, mesmo, até lhe humilhem.

Antes, talvez você estivesse disposto a se envolver em comportamentos que agora parecem errados, como fofocar, reclamar, ou discutir alguns temas com o seu grupo de amigos. Também é provável que os temas que você discutiu com os seus amigos agora fazem você se sentir vazio e você prefere discutir questões que os seus amigos não entendem ou não estão interessados ​​em. Eles podem até chamá-lo de louco por elas.

Infelizmente, estas diferenças de perspectiva e comportamento às vezes podem ser o suficientes para romper amizades que significaram muito para você ao longo dos anos. Perceba que tudo o que você pode fazer é ser fiel a si mesmo e permitir que as fichas caiam. Você não tem o poder de converter ninguém ao seu modo de pensar, e nem deve. Tudo o que você pode fazer é ser genuíno e sincero, e o Universo irá conectá-lo com as pessoas que estão em maior sintonia com a sua nova vibração.


2) Os mal-entendidos na família

A maioria dos membros da família são pouco propensos a se afastarem porque você está num caminho espiritual, mas provavelmente estão muito confusos por sua mudança de perspectiva. Se você tem pais que são religiosos, eles podem até acusá-lo de ter se perdido e separado de Deus.

Seja autêntico, e assuma a responsabilidade pela energia que você traz em cada conversa. Basta continuar sendo você mesmo, e o “novo você” vai se tornar mais familiar para os seus entes queridos.

Na minha própria jornada, meus familiares, na verdade, começaram a tornar-se curiosos e a me fazer perguntas, e agora suas mentes estão muito mais abertas do que costumavam ser. Lembre-se, é melhor ser mal interpretado por ser quem você é do que esconder-se por medo do que sua família possa pensar. É a sua vida para viver, não a deles.


3) Sendo escarnecido e ridicularizado pela sociedade

Enquanto muitas pessoas estão em um caminho espiritual consciente no mundo de hoje, há muitas pessoas que permanecem na escuridão sobre sua verdadeira natureza.

Tornando-se mais ocupado espiritualmente pode expô-lo a um pouco de ridículo por ser diferente. Sendo zombado, ridicularizado e maltratado é apenas uma parte de estar distante de um mundo que está dormindo. Esta é provavelmente a dor de crescimento mais comum de ascensão espiritual.

Isso porque muitas vezes você ouve as pessoas fazendo piadas sobre as pessoas que comem alimentos orgânicos, meditam, têm sonhos lúcidos, carregam pedras (cristais), ou falam sobre questões e filosofias espirituais.

Se você tivesse que falar sobre essas coisas há milhares de anos, as multidões se reuniriam na rua e as pessoas estariam animadas para compartilhar suas experiências. Por causa das consequências emocionais de não ir junto com o rebanho no nosso dia e época, pode ser difícil até mesmo sair do armário com suas crenças espirituais.

O julgamento que você pode sentir de ser “out” (fora) pode ser desconfortável no início, mas confie que com o avançar do tempo ele se tornará menos frequente e mais fácil de lidar. À medida que se tornam mais confortáveis ​​com nossas diferenças, nós projetamos o conforto para o mundo, e nós recebemos menos julgamento como resultado da nossa confiança.

O Universo pára de enviar as experiências que se abatem sobre os nossos pontos fracos, uma vez que transforma-os em nossos pontos fortes. Seja autêntico, sincero e na integridade. E quando as pessoas zombarem de você num espaço como esse, isso os fará parecerem bobos.


4) Mudanças de carreira

Quando há mudanças de perspectiva, o seu trabalho simplesmente pode não ser uma boa opção para você. De repente, o trabalho que você tem ficou pequeno/encolhido e você se sente vazio, ou ainda pior, prejudica a sua alma. Durante um despertar espiritual, você pode chegar à conclusão de que seu trabalho não está funcionando como uma extensão de sua alma.

Para alguns, uma mudança de carreira pode ser intencional e planejada, mas para outros, pode vir na forma de ser de repente demitido. Quando você é incompatível vibracionalmente com a forma como você está gastando a maior parte de suas horas durante a semana, é apenas uma questão de tempo antes que você ou seu empregador decida que, no melhor interesse de todos, você deixe o seu trabalho.

Pode ser muito doloroso ter uma transição repentina assim. Mas acredito que isso aconteceu por uma razão. Muito mais felicidade e satisfação está à frente para você. A vida é muito curta para passar por qualquer coisa diferente de fazer com o que sua alma viva.

Renda-se ao Universo, e Ele irá levá-lo exatamente onde você precisa estar espiritualmente, bem como profissionalmente.


5) Solidão

A solidão é um subproduto natural de ascensão espiritual. Naturalmente, como nossos relacionamentos, empregos e estilos de vida mudam, assim a nossa capacidade de confiar nas coisas que costumávamos confiar.

Em tempos como estes, é bom aproximar-se de uma comunidade espiritual. Ter uma aula de yoga, ou participar de um retiro de meditação. O Universo irá prepará-lo com um novo cenário para apoiar o seu novo estilo de vida, mas você tem que fazer um esforço para criar isso para si e para satisfazer o Universo no meio do caminho.

A boa notícia aqui é que quando você encontrar pessoas no mesmo caminho, você pode ter certeza que irão fornecer amizades e conhecimentos que são genuínos e edificantes.

Você pode notar que você tem menos amigos, mas mais do tipo certo.
Um aumento na qualidade e uma diminuição na quantidade.

Nesse meio tempo treine ficar com você mesmo.
Comece a praticar meditação e aprender a estar confortável consigo próprio.

Aprender a estar sozinho é essencial para lidar com qualquer sentimento de perda que surgiu desde que começou a perseguir seu novo caminho.

Apesar de que encontrar seu Eu espiritual possa ser uma experiência gratificante e esclarecedora, haverá algumas mudanças que vão ser um desafio para ajustar-se.

Nem todo mundo vai experimentar todos esses ajustes, mas se algum destes se aplicam a você, você não está sozinho. Seja paciente com o Universo e fique na integridade para a nova versão de si mesmo. O resto vai cuidar de si.

Se você está tendo dores de crescimento espiritual, perceba que no final do dia, elas são simplesmente sinais de que você está crescendo e evoluindo. Todas as coisas que estão listadas neste artigo são, na verdade, sinais de que está no caminho certo.

Portanto, não pense que você tem feito algo de errado, ou que você está fazendo escolhas inadequadas através da adoção de um novo estilo de vida que parece tornar confusas as pessoas ao seu redor.

Mantenha-se fiel a si mesmo e com o tempo, você vai amadurecer em uma posição mais confortável e estável. Quando você alinha suas emoções, pensamentos e intenções com melhorar a si mesmo e explorar a sua verdadeira natureza, o Universo sempre conspira para que você possa dar-lhe a vida que você precisa.

Seja paciente e confie no Universo.
A fim de crescer em uma nova pele, você tem que primeiro perder a antiga."




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Por Steven Bancarz  no site The Secret.

sábado, 20 de junho de 2015

Reflexão com Desenhos Infantis.

Hey!

Mesmo com a inocência, acredito que as crianças são grandes sabedoras de algumas verdades da vida. Coisas que a gente vai deixando de saber e de acreditar conforme vamos crescendo. Talvez se prestássemos mais atenção na forma como elas encaram as situações, e como as vezes somos surpreendidos por suas "lições de moral", nossa vida de adulto fosse mais fácil.
Quem disser que os desenhos animados não são educativos, sou obrigada a descordar completamente. Eu mesma até hoje adoro assistir desenho, vez ou outra a gente pesca alguma coisa que leva como ensinamento. Sempre tive essa concepção e achei o máximo quando encontrei essas citações de personagens infantis, escritas em forma de "tirinha" e publicadas no site AWEBIC.COM
Já assisti a maioria desses filmes, e confesso que fiquei com vontade de assistir de novo só pra pegar a parte em que eles falam essas frases legais! hehehe No site estão postadas 50 imagens com 50 citações diferentes. Escolhi umas 20 que achei mais inspiradoras pra dividir com vocês.

Quem quiser conferir a postagem completa é só clicar AQUI! :)



Bom final de semana, gente!

#ENJOY

Beijos. Beijos.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Sobre o "Dia dos Namorados".



"Belo Horizonte, 3 de junho de 2015

Queridos amigos,

Apesar de ter entrado numa fase de tentar racionalizar meu coração, me peguei pensando muito no amor nos últimos dias. Aprender o que é amor de fato é meio difícil. É algo que leva tempo. Escrevo com alguma regularidade sobre alguns amores que vivi, vi de perto e alguns com que somente sonhei. Tenho sentido que o amor de verdade é fácil de ser reconhecido. Em ser algo único. Em ser tão simples e também, tão tranquilizador. Em ser somente o que quer ser.

Eu sempre imaginei como seria o mundo repleto dele. Eu sempre tentei de certa forma definir algo talvez meio indefinível. Como seria a definição de um amor, daquele dos bons. Daqueles que não precisa pedir pra ficar nem voltar. De ser uma companhia mesmo na distância, afinal “estar perto não é físico”. Acho que nem pensar antes de fazer alguma coisa boa. Ir lá e fazer. Porque talvez o amor seja assim, vicia a gente em querer fazer o outro sorrir o tempo todo. Eu costumo dizer que não sei se já senti amor. Sempre acho que não porque o imagino de uma forma bem bonita, feliz e generosa. Que seja capaz de guiar tudo o que de melhor eu possa ser. Sei que idealizo o amor por vocação, não teimosia.

Vivo nas nuvens há mais tempo do que piso no chão. Assim, nada prático. Sempre senti muito tudo e tudo muito. Por mais que viessem me contar o quanto esse caminho possa ser solitário. Ou perda de tempo. Até ingenuidade. Mesmo ilusão.

Pedi licença temporária à vida para tentar racionalizar um pouco meu coração. Mas a natureza nunca me foge e eu me pego pensando no amor. No quanto eu mudei o rumo. Mas sempre me voltam as palavras. Essas não me faltam nunca. Elas vem pra dizer o quanto eu acho o amor bonito, sim. Que ainda existe por aí um amor sem aspas. Aquele sem mentiras. Sem promessas. Aprendi em minhas leituras que ser sensível tem lá sua nobreza. Mas aprendi com a vida que ser assim tem lá seus machucados. Desses bestas mas doloridos, feito quando a gente bate o dedão no pé da mesinha. Me basta acreditar que é o amor quem cuida das dores. Que dá as mãos quando a gente tem que seguir em frente. Que desafina comigo minha música preferida. Que pode me proteger das mentiras que me contam todos os dias. Aquele amor. Que quando apaga a luz do quarto, acende as estrelas.

É. Continuo nas nuvens. Nessas poucas que aparecem em dias de céus azuizinhos.

Gui."

Quando reconheci o amor, para o site Moldando Afeto!

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Hey...

Esse texto não é meu, é uma reflexão amorosa de alguém com as suas conquistas e desilusões da vida, e que em muitos pontos concordo com a pessoa que escreveu. 
Eu acho sim, que o amor existe, que é um sentimento nobre e bonito, mas assim como diz o texto, resolvi racionalizar meu coração e as historinhas de amores perfeitos tipo Contos de Fadas não me interessam mais. Não perdi o romantismo, longe disso, vocês podem confirmar lendo duas postagens anteriores a essa. O que quero dizer é que hoje prezo por um sentimento mais maduro, consciente, sem muitas cobranças ou frescuras. Não, eu não tenho um relacionamento assim e muito menos estou dizendo que meu relacionamento é perfeito, mas acredito que o "encanto da coisa" seja a vontade de crescer e  lutar por isso, melhorar um pouco a cada dia. Estar sempre buscando um equilíbrio e amadurecimento sadio na relação. 
Eu também tenho pensado muito no amor esses dias... E sobre suas variadas formas de ser e de existir no coração da gente. O amor é tudo isso mesmo, de se doar, de pensar no outro, de querer agradar o outro, fazer coisas que deixam o outro feliz. Como diz o texto, a pessoa que vos escrever agora (eu) também não é nada prática! Sempre tive isso de sentir muito, de me doar por inteiro, de muitas vezes quebrar a cara e me arrepender de todas as coias boas que já tinha feito por alguém. Mas hoje enxergo tudo por uma ótica diferente e sei que se não tivesse passado por tantas outras coisas no passado, não estaria sabendo reconhecer no presente para quem devo me dedicar de verdade, ou perceber o que de fato vale a pena. Hoje mais do que nunca eu sei que "estar perto não é físico", e por acreditar nisso, todos os dias temos construído mais um pedacinho do pilar que sustenta nosso relacionamento. 
Só pra finalizar, hoje eu estou me sentindo um pouco melancólica e solitária, não quero acabar falando alguma besteira. Estamos passando mais um Dia dos Namorados distantes um do outro, mas tudo porque temos um propósito em comum. Estamos separados agora construindo as nossas bases para mais adiante passarmos o restante das nossas vidas juntos. "Me basta acreditar que é o amor quem cuida das dores." E que a cada dia é uma nova batalha na construção do nosso amor de verdade, que se doa, que não é mesquinho, que é racional e que só faz bem a quem o vive e o pratica.

Hoje a noite, certamente vou me afogar em baldes de Brigadeiro e copos de Coca Cola. Saudades do meu amor...

Feliz Dia dos Namorados!

quinta-feira, 30 de abril de 2015

"A triste geração que virou escrava da própria carreira."



Era uma vez uma geração que se achava muito livre.

Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.

Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.

Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.

Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.

Frequentou as melhores escolas.

Entrou nas melhores faculdades.

Passou no processo seletivo dos melhores estágios.

Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.

E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.

Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.

Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.

O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.

O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.

O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.

Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.

Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.

Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.

Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.

Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.

Mas para a vida, costumava ser não:

Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.

Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.

Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.

Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.

Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.

Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.

Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.

Só não tinha controle do próprio tempo.

Só não via que os dias estavam passando.

Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.



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Esse texto foi retirado do Blog da Ruth Manus para o site de O Estadão.

Link direto AQUI!

quarta-feira, 25 de março de 2015


Identificando os 10 ladrões da sua energia!

"1. Afaste-se daquelas pessoas que só chegam para compartilhar queixas, problemas, histórias desastrosas, medo e julgamento dos outros. Se alguém procura uma lata para jogar o lixo que tem dentro, que não seja na sua mente.

2. Pague as suas contas a tempo. Ao mesmo tempo, cobre aqueles que te devem ou escolha deixar para lá, se você já percebeu que é impossível receber.

3. Cumpra as suas promessas. Se você não cumpriu alguma, pergunte-se o porquê desta resistência. Sempre você tem o direito de mudar de opinião, de se desculpar, de compensar, de renegociar e de oferecer outra alternativa diante de uma promessa não cumprida, mesmo que já um costume. A forma mais fácil de evitar o não cumprimento de algo que você não quer fazer é dizer “NÃO” desde o começo.

4. Elimine, dentro do possível, e delegue aquelas tarefas que você prefere não fazer, dedicando o seu tempo àquilo que, sim, você desfruta fazer.

5. Dê permissão a você mesmo para um descanso, quando você estiver em um momento que o necessite e dê permissão a você mesmo para agir quando estiver em um momento de oportunidade.

6. Jogue fora, recolha e organize… nada te tira mais energia que um espaço desordenado e cheio de coisas do passado que você já não necessita.

7. Dê prioridade à sua saúde, sem a máquina do corpo trabalhando ao máximo, você não pode fazer muito. Tome tempo para perceber o que seu corpo está te dizendo.

8. Enfrente as situações tóxicas que você está tolerando, desde resgatar um amigo ou um familiar, até tolerar ações negativas de um companheiro ou um grupo. Tome a ação necessária.

9. Aceite. Não é resignação, mas nada te faz perder mais energia que o resistir e brigar contra uma situação que você não pode mudar.

10. Perdoe… deixe ir uma situação que está te causando dor… você sempre pode escolher deixar ir a dor da recordação."


Ensinamentos de Dalai Lama - Via THE SECRET.


sexta-feira, 13 de março de 2015


Casamento - Modo de Usar:

"Case-se com alguém que adore te escutar contando algo banal como o preço abusivo dos tomates, ou que entenda quando você precisar filosofar sobre os desamores de Nietzsche.

Case-se com alguém que você também adore ouvir.

É fácil reconhecer uma voz com quem se deve casar; ela te tranquiliza e ao mesmo tempo te deixa eufórico como em sua infância, quando se ouvia o som do portão abrindo, dos pais finalmente chegando.

Observe se não há desespero ou insegurança no silêncio mútuo, assim sendo, case-se.

Se aquela pessoa não te faz rir, também não serve para casar. Vai chegar a hora em que tudo o que vocês poderão fazer, é rir de si mesmos. E não há nada mais cruel do que estar em apuros com alguém sem espontaneidade, sem vida nos olhos.

Case-se com alguém cheio de defeitos, irritante que seja, mas desconfie dos perfeitinhos que não se despenteiam. Fuja de quem conta pequenas mentiras durante o dia. Observe o caráter, antes de perceber as caspas.

Case-se com alguém por quem tenha tesão. Principalmente tesão de vida. Alguém que não lhe peça para melhorar, que não o critique gratuitamente, alguém que simplesmente seja tão gracioso e admirável que impregne em você a vontade de ser melhor e maior, para si mesmo.


Para se casar, bastam pequenas habilidades. Certifique-se de que um dos dois sabe cumpri-las. É preciso ter quem troque lâmpadas e quem siga uma receita sem atear fogo na cozinha; é preciso ter alguém que saiba fazer massagem nos pés e alguém que saiba escolher verduras no mercado.

E assim segue-se: um faz bolinho de chuva, o outro escolhe bons filmes; um pendura o quadro e o outro cuida para que não fique torto. Tem aquele que escolhe os presentes para as festas de criança e aquele que sabe furar uma parede, e só a parede por ora. Essa é uma das grandes graças da coisa toda, ter uma boa equipe de dois.

Passamos tanto tempo observando se nos encaixamos na cama, se sentimos estalinhos no beijo, se nossos signos se complementam no zodíaco, que deixamos de prestar atenção no que realmente importa; os valores.

Essa palavra antiga e, hoje assustadora, nunca deveria sair de moda.

Os lábios se buscam, os corpos encontram espaços, mas quando duas pessoas olham em direções diferentes, simplesmente não podem caminhar juntas. É duro, mas é a verdade. Sabendo que caminho quer trilhar, relaxe!

A pessoa certa para casar certamente já o anda trilhando. Como reconhecê-la?

Vocês estarão rindo. Rindo-se.

Curta mais o seu amor."

Diego Engenho Novo – Via Mundo de Gaya

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Time to Detox.



"Porque a saúde não mora só no corpo.
Passou o natal, passou o ano novo, passou o carnaval. The game is over e a vida real pede passagem. É nessa hora que a febre detox-vida-nova-entrar-nos-eixos vem com força ainda maior- se é que isso é possível.
Detox vem da ideia de desintoxicar, tirar do corpo tudo o que não lhe faz bem. Louvável, sem dúvida nenhuma. Mas o problema começa quando as pessoas resolvem achar que duas garrafas de suco verde são a milagrosa solução para melhorar suas vidas.
2015 tá aqui na nossa frente e de nada vai adiantar desintoxicar o corpo, se a vida e a alma estão povoadas de hábitos, pessoas, dias e caminhos tóxicos. Parasitas, comodismos, vícios, medos.
Gente tóxica é o que mais tem. Gente cinza, amarga, invejosa, gente que gosta de problema, que gosta de doença, que gosta de discórdia, gente que vive de aparência, gente rasa. E não tem jeito, temos que fugir mesmo, cortar, evitar ao máximo. Bom dia, boa tarde e até logo. Não nos deixemos contaminar.
Não adianta comer chia toda manhã se a gente odeia o emprego e já sai de casa com vontade de voltar. Não dá para achar que o corpo vai estar puro se você não acredita no que faz e passa mais de 40 horas da semana ruminando tarefas infelizes.
Não adianta beber 3 litros de água por dia quando se está num relacionamento que afundou. É cômodo, todos sabemos. Mas a vida é uma só e não dá para ver os dias, meses e anos passarem com migalhas de amor e sem vestígios de paixão.
Não adianta colocar linhaça nas receitas quando só se reclama da vida, dos outros, do país, do calor, da chuva, do trânsito. É um ciclo vicioso, quanto mais a gente fala das coisas ruins, menos atenção a gente dá às coisas boas e a vida vai ficando ruim, ruim, ruim.
É ilusão achar que a mudança vem de fora para dentro. Que a felicidade e a saúde cabem em embalagens plásticas com códigos de barra. Produtos podem ser ótimos coadjuvantes nessa busca, mas a verdadeira mudança é só o protagonista quem faz.
E eu quero um 2015 detox.
Detox de dias iguais.
Detox de gente ruim.
Detox de maus hábitos.
Detox de inveja.
Detox de relações doentes.
Detox de obsessões.
Detox de pessimistas.
Detox de medo de mudar.
Detox de dias desperdiçados.
Detox de sentimentos pobres.
Detox de superficialidade.
Detox de vícios.
Detox de viver por viver.
E pra fazer detox na vida é preciso coragem. Coragem para mudar, para arriscar, para romper, para fechar ciclos que há muito tempo deveriam ter terminado. O ano oficialmente começou e a pergunta é: vai ter só suco verde ou vai ter detox na vida?" - Autor Desconhecido.


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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014



"Mulheres gostam de verdades, mas não acreditarão fielmente de que se seu celular estava sem bateria, de que seus amigos gostam dela ou de que sua ex namorada não significa mais nada para você.

Mulheres são péssimas motoristas, mas são ótimas condutoras. Mulheres são fieis aos sentimentos, e não a um estado civil. Mulheres gostam de ouvir palavras doces, mas não se surpreenda se ela gostar muito mais do silêncio que o brilho dos seus olhos oferece ao vê-la chegar.

Mulheres gostam quando você chega no horário, e gostam mais ainda quando você as espera sem reclamar. Mulheres gostam de elogios sinceros, se você falar que ela ficou linda naquele vestido vermelho, você estará assinando um termo perpétuo de que toda vez que ela usar aquele vestido vermelho, você tem que elogiá-la. Ela está vestindo-o para você!

Mulheres não gostam de homens que falam demais, nem dos que ouvem de menos. Mulheres gostam de perfumes, ciúmes e gargalhadas. Mas odeiam cócegas. Cócegas às deixam vulneráveis. Mulheres gostam de toque, de voz ao pé do ouvido e de carinhos no lóbulo da orelha.

Se uma mulher gosta de você, você estará lindo com tua camisa mais cara ou com tua jaqueta mais brega. Mulheres são inocentes com aqueles pseudo-amigos que no fundo no fundo querem roubar seus beijos. Não discuta. Nem tente ensiná-la a maldade que passeia pela cabeça de alguns meninos. Apenas aceite que a mulher que te acompanha é o sonho de consumo de vários outros por aí. Nunca se esqueça disso. E essa é a lição mais importante que você tem que aprender."

Hugo Rodrigues.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Sobre amor, apego e como quando a gente menos espera as coisas acontecem...

Coloquei a capa desse filme como ilustração dessa postagem porque acho esse filme com o Ashton Kutcher de longe, o mais fofo entre os que já assisti... Se ele passar 15 mil vezes, todas elas eu vou assistir. Quando lerem o texto, vocês vão entender! ;)


"ASSISTIR MUITA COMÉDIA ROMÂNTICA FAZ VER AMOR ONDE NÃO TEM"

Uma vez fui em uma cartomante e a bendita disse que o amor da minha vida já estava na minha vida. Que precisava olhar para os lados. Se eu tivesse lido meu horóscopo do dia, daria na mesma… Só que eu pirei. Comecei a desconfiar até do porteiro.

Comecei a achar que o amor da minha vida era alguém muito nada a ver, fora de qualquer contexto. Tinha lapsos de imaginação, pensando se ele era loiro, moreno, morava no mesmo prédio que eu e gostava de rock progressivo. Vivia em uma cena final de filme vinte e quatro horas por dia. Era um saco. Porque se tem outra coisa que me ensinou a crescer melhor que Biotônico Fontoura, foram as comédias românticas. Quando eu tinha dezoito anos, o Ashton Kutcher era tipo o meu papa.

Um dia, essa busca desenfreada cansou. Eu caí na real: não existe príncipe encantado e não existe Cinderela. Infelizmente, também não conheci nenhum Ashton Kutcher e não sou parecida com a Reese Witherspoon. Quando o tal amor da minha vida chegasse, seria muito diferente do que aprendi em Dez Coisas que Eu Odeio em Você. E ainda mais diferente de toda essa emoção que a cartomante despertou em mim.

Para entender como alguém entraria na minha vida, descobri que essa paixão avassaladora que eu buscava não era amor. Era apego. Existem dois tipos de amor: o apego e o amor genuíno. A diferença entre eles é drástica, só que a gente quase nunca percebe. Jetsunma Tenzin Palmo, uma monja muito sábia por quem eu me apaixonei, fala muito bem sobre isso.

O apego te pede para segurar com força, enquanto o amor pede que você segure com gentileza, deixando as coisas fluírem. É tão difícil entender isso, porque as pessoas pensam que quanto mais elas se agarrem em alguém, mais isso demonstra que elas se importam com o outro. Não é bem assim.
Quanto mais nos agarramos, mais temos medos de perder. Imaginamos que só poderemos ser preenchidos pelo outro. E é isso que causa a dor. Antes de tudo, o preenchimento precisa vir de dentro da gente.

Jetsunma Tenzin ensina algo muito prático que repasso para vocês. O apego diz: “eu gosto de você e por isso quero que você me faça feliz”, enquanto o amor sussura: “eu gosto de você e por isso quero que VOCÊ seja feliz, e se isso me incluir, ótimo”. O amor genuíno que eu apelidei de “amor tranquilo” não chega de repente, ele chega devagar. Ele não vai chegar para te dar susto, e sim para te acalmar.

Hoje eu entendo o que a cartomante e Jetsunma querem dizer. É claro que o grande amor da minha vida já está ao meu lado. O amor da minha vida sou eu. O amor da sua vida também já chegou, e é você. O amor que vier depois disso, virá só para nos completar.


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Vida Frágil | Vida Breve.



'Eu não sou diferente de ninguém, e assim como a Parnaíba inteira, também estou chocada até agora. Confesso que não pude dormir direito, fiquei pensando como a vida da gente é frágil... Acho que falta Deus dentro do coração das pessoas! Eu só posso pedir que Deus proteja os meus, que zele e guarde os caminhos de cada um para que nada de ruim aconteça. Que as pessoas possam se amar e se respeitar mais, independente das diferenças... Que saibam resolver os seus problemas com diálogo e principalmente tenham a capacidade de se colocar no lugar do outro. O mundo está ao contrário. Os valores estão invertidos. Nessas horas nos perguntamos se estamos dando o sentido certo na vida da gente? Temos que procurar viver em paz, com mais amor no coração e sempre pedindo proteção... Ainda estou perplexa com tudo isso! Que Deus e Nossa Senhora nos protejam e nos guardem!'

Esse foi o texto que postei no meu Instagram @julia_ferro hoje pela manhã, logo que acordei desse inicio de semana trágico que assola a nossa cidade. Toda perda sempre é muito marcante e traumática, quando acontece de forma tão agressiva faz você refletir sobre o sentido de muitas coisas. Principalmente, faz você se colocar no lugar do outro, imaginando como é que faz para amenizar tanta dor. 
Vou colocar pra vocês, o texto que um amigo meu de trabalho, Mendes Júnior, publicou em seu Facebook, no qual me identifiquei bastante com as suas palavras:

'Hoje presenciamos a morte de três vítimas de um sistema brutal, desumano, sem valores e que faz com que tenhamos um ritmo de vida que sobrepõe e muito os nossos limites pessoais. A esse sistema atribuo a falta de tempo para crescermos em nossa força espiritual, de podermos cultivar princípios de família, amor ao próximo. Achamos que precisamos de muito para sermos felizes, que engano! A felicidade é tão simples que nossa ganância não nos permite visualizar! Precisamos acordar e não podemos permitir que o SISTEMA nos faça de marionetes. Vamos buscar valores reais: FAMÍLIA, AMIZADE, AMOR, ZELO, RELIGIOSIDADE, ÉTICA... Somos todos vítimas.'


E são nesses momentos que a gente volta o nosso pensamento para nossa família, para a vida que levamos, para os nossos relacionamentos... Meu Deus, como tudo é tão frágil! Pensei na minha Mãe, que há pouco tempo Deus restituiu sua saúde e seremos todos eternamente gratos! Pensei no meu irmão e no meu namorado, que moram longe... Minha família que mora em Recife... É uma explosão de vários sentimentos misturados, onde no final de todos eles eu sempre me encontrava rezando! Pedindo proteção e agradecendo por todas as coisas boas que acontecem na nossa vida, e por todas as coisas ruins que também nos fazem mais fortes!
Tem aquele texto famoso que diz que não devemos deixar para amanhã o abraço, o carinho, o amor, a palavra que podemos dar hoje. E é a mais pura verdade! As vezes a gente perde tempo com tanta picuinha besta e esquecemos que nossa passagem por esse plano é breve. Não devemos disperdiçar o tempo que temos ao lado das pessoas que amamos. E acima de tudo, nunca deixar de agradecer por isso.
Fiz uma postagem no Instagram, no meu aniversário no qual dizia o seguinte: 'Eu quero agradecer a Deus, porque hoje teve Sol e porque tem tido Sol em todos os dias da minha vida, mesmo nos dias mais nublados! Quero agradecer a Deus, por minha família, que é a fonte maior de amor e resiliência que eu conheço. Quero agradecer a Deus, pela saúde, pela casa, pelo trabalho. Quero agradecer a Deus, por ter um amor que me dá apoio e que faz com que eu enxergue o mundo de uma forma mais leve e bonita. Quero agradecer a Deus, porque eu tenho amigos de verdade sem os quais eu não saberia viver sem. Quero agradecer a Deus, por sempre ser Deus e agir tão perfeitamente na minha vida! Enfim, quero agradecer por tudo que já passei até hoje porque cada acontecimento foi fundamental para que eu me tornasse exatamente a pessoa que sou hoje. Por ter alegria e paz de espírito suficiente para enfrentar as batalhas do dia a dia! Sou feliz por tudo que há em mim e ao meu redor... Obrigada!'



Enfim, estamos todos tão perplexos que fica quase impossível ficar alheio a esse acontecimento e sem comentar sobre o assunto. Não escrevi isso para que alguém específico veja, mas deixo aqui meus sinceros sentimentos para a família das pessoas envolvidas nessa tragédia.

E que Deus, em sua infinita bondade, possa sempre proteger e abençoar a nós, nossas famílias, amores e entes queridos!

Beijos. Beijos.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

A arte de se reapaixonar pela mesma pessoa: praticamos.



"O início de um relacionamento é mais ou menos como tirar férias: depois de um certo período vivido (trabalho, faculdade ou a muitas vezes tortuosa vida de solteiro) chega a recompensa e tudo parece felicidade e alegria. Assim como nas férias, o Sol parece brilhar mais forte e toda noite é uma boa oportunidade para curtir até o dia amanhecer (seja na rua ou debaixo das cobertas, com o Netflix aberto).

Que atire a primeira pedra aquele que, no início de um namoro, não relevou os pequenos defeitos e manias de seu parceiro. Se ela (ou ele) demora uma eternidade para se arrumar, tudo bem – a pessoa só está querendo ficar bonita para sair com o novo amor; os cinquenta cigarros que ela fuma diariamente deixam-na charmosa, e aquela mania de escolher o programa do final de semana no último momento possível é reflexo de sua espontaneidade – alguém que gosta de “curtir o momento”. Aqueles que se arriscam nos campos da paixão e do amor acabam se confrontando, cedo ou tarde, com uma triste realidade: essas pequenas coisas podem se tornar verdadeiros incômodos quando a rotina aparecer – e ela sempre aparece. De repente a demora para se arrumar irrita, o cheiro do cigarro torna-se insuportável e escolher entre uma balada ou uma sessão de cinema torna-se uma discussão hercúlea (que pode definir o rumo e o humor dos próximos dias).

Erra quem coloca a culpa na rotina. Se assim fosse, a taxa de casamentos bem sucedidos cairia a zero e todos nós viveríamos uma eterna poligamia. Culpo, em parte, nossa própria geração por essa infelicidade que acomete muitos de nós. Para explicitar um pouco essa teoria (ainda pouco desenvolvida, se me permitem o parênteses) gosto de utilizar, como exemplo, a própria internet. No dia de hoje você irá ler um sem-número de postagens no Facebook, artigos em portais de notícia e terá acesso a uma infinidade de informações – que, no final, serão esquecidas no dia seguinte e substituídas por mais bytes e bytes de textos, imagens e pensamentos.

Esse, sozinho, não é o problema. Sou um entusiasta da internet e de como estamos conectados a tantos lugares e pessoas, convivendo em (nem tanta) ordem e espalhando (algum tipo de) conhecimento. Se dissesse o contrário estaria indo contra meus próprios princípios, afinal de contas: acredito que quanto mais interações temos com outras pessoas – independente da forma como isso acontece -, fica mais fácil conhecermos a nós mesmos. Precisamos preencher a folha de papel das nossas almas com alguma coisa para depois descobrirmos o que as palavras ali escritas realmente significam para nós.

A coisa fica ruim, porém, quando não sabemos o que queremos consumir e quem queremos ter por perto – já que, no fim do dia, podemos consumir quase tudo e ter quase qualquer pessoa. Essa grande oferta pode causar preguiça, no fim das contas: se o mar é tão vasto e têm tantos peixes, por que ficar preso numa relação com essa pessoa que não é perfeita pra mim?

Desculpa quebrar sua expectativa, mas não existe pessoa perfeita – nem relacionamento perfeito.

Se você acabou de começar um namoro, saiba que as coisas vão mudar. Se já namora há algum tempo, deve ter percebido que as coisas já mudaram – e isso não é necessariamente ruim. Honestamente, pode ser bom pra cacete. Lembra daquela vez que você foi transar e foi uma merda porque a outra pessoa não sabia acompanhar teu ritmo nem entrar na tua pegada? Agora você tem alguém que tem (espero eu), como uma prioridade, te dar prazer e não vai (espero eu) se importar nem um pouco de descobrir como fazer isso da maneira que você gosta. Lembra quando você tinha algum problema e não queria encher seus amigos com isso porque eles estavam ocupados demais com suas próprias coisas? Ao seu lado existe, agora, uma pessoa que se preocupa com sua vida e quer te ajudar a lidar com aquilo que te aflige – mesmo que essa ajuda venha com silêncio e cafuné.

Entrar numa relação séria e duradoura é assumir que grandes mudanças irão acontecer e que sua rotina não dependerá só de você. É fazer concessões e abrir mão de certas coisas enquanto a outra pessoa faz o mesmo – não por obrigatoriedade, mas porque ela quer. É enxergar beleza em pequenos defeitos e, sempre que possível, lembrar que aquele par de olhos e aquele sorriso doce continuam tão (ou até mais) bonitos que na primeira vez que você os viu. É saber que não vai ser fácil, mas que vale a pena.

Não estou dizendo que a monotonia não é perigosa: ela é, e muito. Mas não adianta pensar que a única solução para salvar um relacionamento em perigo é inverter a maneira como tudo funciona – fazer isso é trocar o lado de um disco sabendo que, hora ou outra, você precisará voltar para o primeiro conjunto de faixas. O que eu sempre tentei quando os primeiros sinais de cansaço se evidenciam é fazer uma retrospectiva desse álbum chamado amor e perceber que ainda é meu disco favorito. Relembrar alguns acordes, riffs e refrãos e me dar conta que ainda sei todos de cor, e essa é uma coisa boa.

Se você tem alguém, pense agora nessa pessoa. Se a rotina não te amedronta, se crescer ao lado dela é algo excitante ao invés de entediante, se combinar uma maratona no Netflix parece mais interessante do que se esbaldar na balada mais próxima – ou se vocês conseguem se divertir igual antes e dançam juntos até o chão -, parabéns: você está num relacionamento saudável e sabe que tudo que já enfrentaram – e ainda enfrentarão – vale a pena.

Se você ainda não encontrou essa felicidade de verdade (nem a sua própria vontade de ter uma relação duradoura), não se desespere: a parte boa do amor é que, diferente daquilo que Hollywood e a literatura-clichê pregam, sempre podemos evoluir e tentar novamente – desde que você tente, a cada nova experiência, pra valer."

por Lucas Baranyicasalsemvergonha.com.br

quarta-feira, 16 de julho de 2014

A incrível geração de mulheres que foi criada para ser tudo o que um homem NÃO quer!


"Às vezes me flagro imaginando um homem hipotético que descreva assim a mulher dos seus sonhos:

“Ela tem que trabalhar e estudar muito, ter uma caixa de e-mails sempre lotada. Os pés devem ter calos e bolhas porque ela anda muito com sapatos de salto, pra lá e pra cá.
Ela deve ser independente e fazer o que ela bem entende com o próprio salário: comprar uma bolsa cara, doar para um projeto social, fazer uma viagem sozinha pelo leste europeu. Precisa dirigir bem e entender de imposto de renda.
Cozinhar? Não precisa! Tem um certo charme em errar até no arroz. Não precisa ser sarada, porque não dá tempo de fazer tudo o que ela faz e malhar.
Mas acima de tudo: ela tem que ser segura de si e não querer depender de mim, nem de ninguém.”

Pois é. Ainda não ouvi esse discurso de nenhum homem. Nem mesmo parte dele. Vai ver que é por isso que estou solteira aqui, na luta.

O fato é que eu venho pensando nisso. Na incrível dissonância entre a criação que nós, meninas e jovens mulheres, recebemos e a expectativa da maioria dos meninos, jovens homens, homens e velhos homens.

O que nossos pais esperam de nós? O que nós esperamos de nós? E o que eles esperam de nós?

Somos a geração que foi criada para ganhar o mundo. Incentivadas a estudar, trabalhar, viajar e, acima de tudo, construir a nossa independência. Os poucos bolos que fiz na vida nunca fizeram os olhos da minha mãe brilhar como as provas com notas 10. Os dias em que me arrumei de forma impecável para sair nunca estamparam no rosto do meu pai um sorriso orgulhoso como o que ele deu quando entrei no mestrado. Quando resolvi fazer um breve curso de noções de gastronomia meus pais acharam bacana. Mas quando resolvi fazer um breve curso de língua e civilização francesa na Sorbonne eles inflaram o peito como pombos.

Não tivemos aula de corte e costura. Não aprendemos a rechear um lagarto. Não nos chamaram pra trocar fralda de um priminho. Não nos explicaram a diferença entre alvejante e água sanitária. Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.

Mas nos ensinaram esportes. Nos fizeram aprender inglês. Aprender a dirigir. Aprender a construir um bom currículo. A trabalhar sem medo e a investir nosso dinheiro. Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.

Mas, escuta, alguém lembrou de avisar os tais meninos que nós seríamos assim? Que nós disputaríamos as vagas de emprego com eles? Que nós iríamos querer jantar fora, ao invés de preparar o jantar? Que nós iríamos gostar de cerveja, whisky, futebol e UFC? Que a gente não ia ter saco pra ficar dando muita satisfação? Que nós seríamos criadas para encontrar a felicidade na liberdade e o pavor na submissão?

Aí, a gente, com nossa camisa social que amassou no fim do dia, nossa bolsa pesada, celular apitando os 26 novos e-mails, amigas nos esperando para jantar, carro sem lavar, 4 reuniões marcadas para amanhã, se pergunta “que raio de cara vai me querer?”.

“Talvez se eu fosse mais delicada… Não falasse palavrão. Não tivesse subordinados. Não dirigisse sozinha à noite sem medo. Talvez se eu aparentasse fragilidade. Talvez se dissesse que não me importo em lavar cuecas. Talvez…”

Mas não. Essas não somos nós. Nós queremos um companheiro, lado a lado, de igual pra igual. Muitas de nós sonham com filhos. Mas não só com eles. Nós queremos fazer um risoto. Mas vamos querer morrer se ganharmos um liquidificador de aniversário. Nós queremos contar como foi nosso dia. Mas não vamos admitir que alguém questione nossa rotina.

O fato é: quem foi educado para nos querer? Quem é seguro o bastante para amar uma mulher que voa? Quem está disposto a nos fazer querer pousar ao seu lado no fim do dia? Quem entende que deitar no seu peito é nossa forma de pedir colo? E que às vezes nós vamos precisar do seu colo e às vezes só vamos querer companhia pra um vinho? Que somos a geração da parceria e não da dependência?

E não estou aqui, num discurso inflamado, culpando os homens. Não. A culpa não é exatamente deles. É da sociedade como um todo. Da criação equivocada. Da imagem que ainda é vendida da mulher. Dos pais que criam filhas para o mundo, mas querem noras que vivam em função da família.

No fim das contas a gente não é nada do que o inconsciente coletivo espera de uma mulher. E o melhor: nem queremos ser. Que fique claro, nós não vamos andar para trás. Então vai ser essa mentalidade que vai ter que andar para frente. Nós já nos abrimos pra ganhar o mundo. Agora é o mundo tem que se virar pra ganhar a gente de volta."

Ruth Manus.